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Por que as fake news ganham tanto destaque por conta da pandemia no Brasil?

As fake news estão em alta no Brasil e no mundo, e com a pandemia elas ganharam ainda mais destaque

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Antes do mundo digital, as notícias ganhavam espaço no mundo impresso. Com o tempo, surgiu o rádio, a televisão, se tornando veículos de comunicação de massa. Não havia a possibilidade de interagir, o conteúdo era de mão única, onde apenas havia um canal de comunicação que passava informações e quem recebia este conteúdo não tinha meios de colocar sua opinião ou comentário de forma rápida e direta. Até que chegou a internet! Um universo vasto, que dá liberdade de compartilhar conteúdos, escrever, gravar vídeos, se unir há grupos de pessoas que possuem pensamentos, dúvidas ou estilo de vida parecidos. 

Apesar destes pontos positivos, as fake news nasceram dentro deste contexto virtual. De acordo com o site  Brasil Escola: “Fake News são notícias falsas publicadas por veículos de comunicação como se fossem informações reais. Esse tipo de texto, em sua maior parte, é feito e divulgado com o objetivo de legitimar um ponto de vista ou prejudicar uma pessoa ou grupo (geralmente figuras públicas). As Fake News têm um grande poder viral, isto é, espalham-se rapidamente. As informações falsas apelam para o emocional do leitor/espectador, fazendo com que as pessoas consumam o material “noticioso” sem confirmar se é verdade seu conteúdo.” 

Sendo assim, antes da pandemia, as fake news já tinham uma posição de poder dentro deste meio de comunicação. Porém, após a chegada do Covid-19 o Brasil entrou em uma onda de caos político que se uniu ao vírus: “No Brasil, há uma polarização como a que vivemos nos Estados Unidos, e eu suspeito que estejam, é difícil explicar. Aqui até mesmo o conhecimento científico passa por uma politização, contra e a favor do presidente Donald Trump. Penso que o mesmo ocorre em relação a Bolsonaro, mas não estou muito a par da situação. Esse é o desafio nos países onde isso ocorre. Também existe o problema que a literatura científica sobre o coronavírus é escassa, por ser uma doença nova. Você tenta combinar esse baixo nível de conhecimento com a falta de crença na doença dessas autoridades, sejam elas políticas ou até científicas. Em tempos como esses, quando o nível de insegurança é muito maior do que o usual, existe um desejo particular para que as narrativas que possam voltar a juntar todos sejam verdadeiras.”, afirma o professor John Carey, especialista em ciências sociais e política americana, na VEJA

Ao observar tudo isto que foi dito pelo professor, uma dúvida surge: e quais as consequências da fake news durante a pandemia? 

As pessoas podem tomar decisões baseadas no que leem. E em um panorama de crise financeira e de saúde, todos saem perdendo. O Ministério da Saúde pontuou: “Ainda não existe uma vacina pronta contra o coronavírus. Muitas pesquisas estão sendo desenvolvidas para o combate ao coronavírus (COVID-19), entretanto, até o momento, não há nenhum medicamento, substância, vitamina, alimento específico ou vacina que possa prevenir a infecção pelo coronavírus (COVID-19).” – porque houve uma disseminação de fake news afirmando que havia uma vacina e afirmava que deveria ser feito agendamento em postos de saúde. Então, qual o impacto das fakes news? Em meio há pandemia, é grave.

A BBC listou alguns casos marcantes a respeito deste assunto: “Notícias falsas podem matar? Uma equipe da BBC investigou dezenas de casos de informações erradas sobre a covid-19, conversando com pessoas afetadas e autoridades médicas a fim de verificar os relatos. A reportagem encontrou relações entre as fake news propagadas durante a pandemia e episódios de ataques, incêndios provocados e mortes ao redor do mundo.” 

Como a pandemia ressaltou os efeitos do consumo da fake news, existem rumores de que haja uma possível lei para penalizar os autores deste tipo de conteúdo. A UOL afirma: “No final de junho o Senado aprovou um projeto de lei com o objetivo de combater a disseminação de informações falsas por meio das redes sociais e serviços de mensagem. O texto agora será analisado pela Câmara.”.  E ainda existem discussões sobre o assunto. Há quem diga que as redes sociais são as responsáveis por permitirem que os sejam divulgados: “Pesquisa desenvolvida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostra que 73,7% das informações e notícias falsas sobre o novo coronavírus circularam pelo aplicativo de troca de mensagens WhatsApp. Outras 10,5% foram publicadas no Instagram e 15,8% no Facebook.”, diz novamente a UOL

Porém, independente de uma lei ser colocada em prática, ou não, você pode se proteger das fake news se atentado a:

1. Mensagens que são encaminhadas

O WhatsApp permite que você saiba quando a mensagem foi “encaminhada”, portanto, ao receber algum conteúdo assim, certifique-se quanto aos fatos, se você não souber quem escreveu o conteúdo original. 

2. Cuidado com mensagens construídas com teor aterrorizante

Gilmar Lopes, do site e-farsas disse ao R7: “Sabe aquele texto que te mandaram, dizendo que foi descoberto o maior esquema fraudulento de todos os tempos do mundo todo? Perceba o quão chamativo é o layout do alerta”, orienta. Segundo ele, textos alarmistas, escritos em letras maiúsculas ou com letras coloridas e chamativas, são escritos assim para chamar a atenção do leitor. Dessa forma, comenta o especialista, as chances de o boato ser repassado aumentam muito”. Então, fique atento, se notar essas características, não repasse e busque fontes verdadeiras e confiáveis.

3. Links muito diferentes

O Canaltech disse em seu site: “Muitos links que recebemos pelo WhatsApp nos direcionam a páginas de conteúdo duvidoso, com uma agenda política específica ou, no pior caso, uma página “clonada” de algum canal verdadeiro. Em qualquer um desses casos, é sempre bom procurar sinais que denunciem a falsidade do conteúdo: erros de português, URLs que parecem montadas ou um visual “quebrado” da página geralmente são indícios de que o local e as informações contidas nele são falsos”. Sendo assim, fique de olho nos detalhes citados.

4. Confira se os veículos de notícias estão falando sobre o assunto

Especulações e dúvidas podem surgir, mas se algo tão inovador e diferente estivesse acontecendo, será que os grandes portais de comunicação não iriam retratar o fato? Vale conferir, para não cair em uma fake news: “Gilmar Lopes comenta que uma simples busca na web mostra se os jornais estão falando sobre o assunto. “Na maioria das vezes, aquela notícia bombástica que você recebeu no grupo da família foi inventada e, por isso, nenhum jornal publicou a respeito! Na dúvida, cruze as informações de mais de um veículo”, aconselha.” afirma o site R7. 

Seguindo esses passos, você já consegue ter uma visão mais clara de como se posicionar diante às fake news. Mas seria interessante se você lesse a fundo a matéria do Canaltech e do R7, porque possui mais dicas técnicas que pode complementar o que foi exposto neste post. Enfim, as fake news estão em maior evidência, e em meio a pandemia, ela pode causar muitos danos. Porém, podemos tomar algumas decisões e atitudes que irão diminuir esses impactos. Se questionar, pesquisar e ler, vai tornar mais fácil esse processo de detectar uma fake news e não repassar, além de abrir muito a mente e expandir seus conhecimentos, evitando, inclusive, que tais notícias duvidosas abale sua saúde mental e emocional.

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